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Milhares
e milhares de italianos foram assim espalhados em diversos
países, dentre os quais o Brasil, que na época
precisava de mão-de-obra barata nos cafezais paulistas
e também para povoar o sul do país, ameaçado
constantemente de invasões por países latinos.
Viagens intermináveis em navios precários, trouxeram
“para, La Mérica - 0 continente dos sonhos e
da esperança”, inúmeras famílias
italianas, que deixaram para trás a sua pátria.
Com poucos recursos financeiros e alimentação
escassa, muitos desses migrantes, sequer chegaram a aportar,
morreram em alto mar.
Ao chegarem no Brasil, receberam suas terras na serra gaúcha,
nos idos de 1879, estabelecendo-se onde hoje é a localidade
de Linha Eulália, município de Bento Gonça1ves
- RS.
Em 1888, era erguida a pequena capela de Santa Eulália,
onde a família encontrava seu centro de referência.
Bortolo, o progenitor, estabeleceu-se com um pequeno comércio
de vinho, produtos suínos e agrícolas, realizando
também serviços de sapataria. Desde o início,
o desenvolvimento era a grande meta alvejada.
Os produtos, eram comercializados na capital, e o deslocamento
era com a utilização de carroças, utilizando-se
de trilhas, até a cidade de Montenegro, cuja tempo
de percurso girava em torno de oito (8) dias, e depois seguiam
por barcas.
No retorno, traziam querosene, tecidos, medicamentos, sal,
e outras especiarias, que eram comercializados em seu estabelecimento
comercial.
Durante 27 anos, Angelo Toniolo, filho do casal, conduziu
as carroças e tropas de mulas nesse itinerário.
Casou-se com Maria Luiza Rossatto, tiveram dez filhos, dentre
eles Isidoro e Oreste Toniolo, os quais fundaram a EMPRESA
BENTO GONÇALVES DE TRANSPORTES LTDA.
A comunidade em reconhecimento a família, registrou
a escola local com o nome de Isidoro Toniolo, e a alameda
principal, que da acesso a Linha Eulália, de Joaquim
Toniolo.
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